quarta-feira, 30 de março de 2016

Mamãe Corajosa

Sempre digo aqui que ser mãe é viver uma aventura a cada momento. É verdade! É superar limites, amar demais, se preocupar com o futuro dos filhos, e claro, brincar e mais brincar. Tudo vira brincadeira, desde as atividades do cotidiano até momentos especiais. 
Eu me peguei pensando na nova pessoa que me tornei depois do nascimento da Laura. Me permito fazer coisas "de criança", e dizem que a mãe tem licença poética para se tornar uma. É, eu tento levar essa máxima, digo, "tento" porque, às vezes, ainda me travo pelas convenções do mundo adulto. Mas, quando percebo que certas atitudes são importantes para a Laura me jogo nesse mundo da imaginação. 
Danço no meio do restaurante quando toca uma música que a Laura gosta e ela me faz um convite irrecusável para dançar. 
Paro pessoas na rua só porque a Laura viu uma tatuagem que ela gostou numa menina, e procuro saber com outra mãe, onde ela comprou.
Tiro fotos e falo com personagens infantis só para encorajar ela que é medrosinha. 
Por falar em medo, a maternidade me permitiu superar os meus.
Na nossa primeira viagem fomos até o Vale Nevado, no Chile, e para conhecer melhor as montanhas, só andando de teleférico. Dei uma travada! É Brasil, nunca tinha andado de teleférico, sempre recusei, porque morro de medo de altura, mas naquele dia não tinha jeito. Deixei o medo de lado e "me joguei", foi uma mistura de emoções e no final fiquei com aquela cara de criança quando experimenta um alimento novo e depois fala: "Hum....gostei". 
Não sabia que o teleférico era só o começo.
Andei pela primeira vez de roda gigante, repararam que altura não é o forte, mesmo!
E essa semana, fomos assistir pela primeira vez um filme em 3D, pois é, por medo de ficar enjoada, sempre recusei e depois de "burra velha", por causa da Laura, fui experimentar.
Acompanhei minha pequena em suas primeiras experiências, e ela não sabe que foi a minha inspiração para superar os meus medos e preconceitos.
Esse ano, temos mais uma "primeira vez" juntas. Por causa do FROZEN vamos nos aventurar na neve. Ela está super ansiosa e eu também. Depois de tanto cantar, lá vamos nós brincar na neve!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Programa de TV

Olá pessoal!
Pra quem acompanha o blog e gosta das minhas histórias, eu tenho uma ótima notícia!
Entre uma mamadeira e outra, um almoço corrido e umas noites mal dormidas, eu resolvi tirar do papel a ideia de fazer um programa de televisão, claro, sobre maternidade. Estreou neste sábado, dia 9 de janeiro, numa TV local, em Petrópolis. Sei que tem muita gente amiga que lê o blog, mas também tem outro tanto de gente que nem me conhece, não mora na minha cidade, nem no Brasil. Bom, então estou aqui para divulgar o meu programa, já que vocês podem assistir também pela internet.
Se você quiser ver em tempo real pode acompanhar todo sábado, às 18:30, horário de Brasília, pelo site: www.tvredepetropolis.com.br.
Se você não conseguir assistir neste horário é só curtir a Fanpage do Programa que lá vai recebe as novidades e conferir o programa e outros conteúdos exclusivos: www.facebook.com/ProgramaHistóriasdeMãe.

Agora temos mais um canal de comunicação!

Beijo nas crianças!

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Adaptação da Escola

Esse texto eu escrevi no início do ano passado! Mas, como tenho costume de escrever à mão demorei para passá-lo para o computador. Bom, mas o assunto está super atual. Muitas mães estão preocupadas com a adaptação do filho na escola. Tudo que é novidade nos deixa nervosos, mas com a ajuda da escola e com paciência a gente chega lá!
Que você tenha sabedoria para enfrentar o choro do seu pequeno. Vai dar tudo certo!

"Esse ano eu e meu marido decidimos que estava na hora da Laurinha ir para a escola. Ela completa 3 anos em abril e já dava sinais que estava entediada de ficar em casa só comigo, a alegria dela era ir para um parquinho cheio de crianças. Por sorte, uma amiga do Bruno abriu uma escola na nossa rua esse ano. Então, foi mais um indício que seria a melhor coisa para ela. Pensando em como seria a adaptação resolvemos colocá-la no final do ano passado na colônia de férias. Confesso que no primeiro dia eu fiquei nervosa só de pensar na reação da Laura, mas para meu espanto ou alegria ela me deu tchau e foi direto para o parquinho. Isso, se repetiu na colônia de férias de janeiro e, então, eu achei que não passaria por aquela choradeira que a maioria das mães tanto sofre.
Porém, foi no início das aulas que a Laura, não sei porque, decidiu regredir. Começou a chorar, ficar nervosa e não queria que eu fosse embora. Por duas semanas eu a levava pra escola e quando ela distraia eu sumia, como num passe de mágica. Veio o carnaval e ela ficou uma semana sem ir para escola e no retorno eu ainda estava com o coração apertado, porque sabia que quando eu fosse embora ela chorava, tudo bem, a tia falava que ela logo parava, mas a gente não quer ver o filho chorando pela nossa ausência. Então, depois de conversar muito com ela e explicar que a mamãe iria voltar para buscá-la e com a ajuda da escola, decidi que iria deixá-la e me despedir, mesmo com ela fazendo o maior escândalo.
E assim foi feito no retorno após o carnaval. Na segunda-feira eu sai da sala de aula com ela aos berros.  Fiquei pensando: “Será que ela vai me odiar? Será que ela realmente acha que não volto? Depois de me convencer que o amor não havia acabado, me mantive firme e me despedia dela com o coração na mão e quando voltava para buscá-la, me alegrava ao ver aquele sorriso lindo vindo em minha direção.

Hoje, quinta-feira, para minha alegria fui deixar Laurinha na escola já preparada para mais um dia de choro, mas para minha satisfação ela entrou na sala, me deu um beijinho e eu disse que voltava. Ela fez que sim com a cabeça e ficou quietinha. Saí com a sensação de dever cumprido, que esses dias que eu a deixei chorando não foram em vão e que sempre expliquei que voltava para encontrar com ela. Sei que esse só foi o primeiro dia, que podem haver recaídas, mas foi mais um passo para uma nova conquista da minha filha.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Carta para a bailarina

Minha filha, esse fim de semana te arrumando para a sua primeira apresentação de balé pude perceber mais uma vez a passagem do tempo. Te ver tão empolgada com a novidade de dançar num palco, me fez pensar numa máxima que toda mãe se pergunta depois do nascimento dos filhos. 

O QUE VOCÊ DESEJA PARA O SEU FILHO?

Bom, eu espero sinceramente que você viva!! Não fique esperando o momento certo de tudo o tempo todo. Às vezes, se lançar ao desconhecido, assim como faz a bailarina num salto, pode ser recompensador. 
Sobre ser feliz, não se preocupe! Você será! Mas, a felicidade nem sempre vai estar ao seu lado, a tristeza também te fará companhia em certos momentos, mas ela é um sentimento que te fará refletir e aprender, para depois voltar às batalhas do dia a dia. Assim como a bailarina, surgindo no palco linda e ao mesmo tempo com vigor e determinação para poder mostrar que todo o esforço e dedicação dos ensaios valeu a pena.
Sentimentos ambíguos são tão importantes quanto o dia e a noite. Sabe por quê? Eles nos fazem perceber a importância de cada momento que passamos na vida. Toda bailarina sabe que para brilhar no palco é necessário muito ensaio e durante esse processo existem altos e baixos. Na vida também é assim, só te peço que não desista diante das adversidades, e mais ainda, durante as suas conquistas aproveite muito, você merece, mas jamais deixe de ser humilde e respeitar o próximo. 

E dance, minha bailarina, que mamãe vai estar sempre te aplaudindo de pé!
Viva! Viver é um presente maravilhoso!
Com amor,
Mamãe.










segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Fraquezas

Mostrar as nossas fraquezas não é uma tarefa fácil. Ninguém gosta de revelar onde erra, ou afirmar que não sabe, sempre queremos “estar por cima”. Mas, essa realidade fica complicada de ser posta em prática quando se é mãe. A todo tempo estamos sendo colocadas à prova. Geralmente me sinto vulnerável, tudo bem que sou uma pessoa insegura, mas quem não é de vez em quando? A gente até pode não demonstrar, mas tem certas situações que mexem com o nosso emocional.

Primeiro, durante a gravidez somos testadas por nós mesmas. Temos que ouvir um milhão de cobranças e regras que uma futura mãe deve seguir como não beber, não fumar, não fazer muito esforço, e por aí vai. Depois vem o nascimento, onde todos os nossos sentidos ficam extremamente apurados e nos transformamos numa máquina; produz leite, troca fralda, dá banho, etc. E claro, ao longo da vida do nosso filho ouvir mais outro milhão de dicas, mandingas, conselhos, regras, e tal.

Essa semana fui a um novo médico com minha filha, e durante a consulta, que sempre é tensa, porque Laura chora demais, ele, como todo médico faz, claro, coloca novas normas e condutas que eu devo ter com ela. É sempre tudo tão prático que realmente acho que devo estar totalmente errada. Por favor, gente, não estou falando mal do médico, mas isso acontece, toda mãe sente isso. E não sei vocês, mas toda consulta levo um “puxão de orelha”. Confesso, às vezes tento mudar, outras eu nem levo a frente, ou então dou uma modificada e faço adaptações, mas aquilo fica martelando na minha cabeça. Nunca fui tão apontada e corrigida em toda minha vida.

Não importa se o pai do seu filho é presente, ou se é mãe solteira, se não tem ajuda ou conta com o apoio da família, o que fato é que ser mãe é uma tarefa solitária. Porque no final das contas é você e seu filho e não tem ninguém pra tomar aquela decisão superimportante que te tira o sono e faz você chorar de culpa quando dá errado. É exercer a humildade todo dia. E saber que não importa o que aconteça o trato é com você mesma. Coragem!


segunda-feira, 2 de março de 2015

Adaptação da Escola

Esse ano, eu e meu marido, decidimos que estava na hora da Laura ir para a escola. Ela completa 3 aninhos em abril e já dava sinais que estava entediada de ficar em casa só comigo, além de ficar completamente empolgada quando avistava um parquinho cheio de crianças. Por sorte, uma amiga do Bruno abriu uma escola na nossa rua esse ano. Então foi mais um indício que seria a melhor coisa para ela, já que confiamos no trabalho da Camila, diretora da escola. Pensando em como seria a adaptação resolvemos colocá-la, no final do ano passado, na colônia de férias. Confesso que no primeiro dia eu fiquei nervosa só de pensar na reação da Laura, mas para minha alegria ela me deu tchau e foi direto para o parquinho. Isso se repetiu na colônia de janeiro e eu achei que não passaria por aquela choradeira que a maioria da mães tanto sofrem.
Porém, só no início do ano letivo foi que a Laura, não sei o porquê, começou a regredir. Ela passou a chorar, ficava nervosa e não queria que eu fosse embora. Por duas semanas eu a levava para a escola e quando ela se distraía eu sumia como num passe de mágica. Veio o carnaval e ela ficou 1 semana sem ir para a escola e no retorno eu ainda estava com peninha dela, porque sabia que quando eu ia embora ela chorava, tudo bem que era só um pouquinho, mas a gente não quer o nosso filho chorando pela nossa ausência. Então, depois de conversar muito com ela, explicar que a mamãe ia voltar para buscá-la e com a ajuda da escola, decidi que iria deixá-la e me despedir, mesmo com ela fazendo um maior escândalo. Foi assim desde segunda-feira passada. Saia da sala de aula com ela aos berros, mas sabia que iria parar de chorar 5 minutos depois.
Mãe é um bicho bobo e fiquei pensando: "Será que ela vai me odiar? Será que ela realmente acha que não volto mais? - Depois de me convencer que o amor não havia acabado, me mantive firme e me despedia dela com o coração na mão e quando voltava para buscá-la me alegrava ao ver aquele sorriso lindo vindo em minha direção.
Hoje, para a minha alegria fui deixar a Laurinha na escola já preparada para mais um dia de choro, mas, para minha satisfação ela entrou na sala, eu dei um beijinho nela e falei que depois voltava, e ela fez que sim com a cabeça e ficou quietinha. Saí com a sensação de dever cumprido, que esses dias que eu a deixei chorando não foram em vão e que sempre expliquei que voltava.
Sei que esse só foi o primeiro dia e que podem e vão haver recaídas, mas foi mais um passo para mais uma conquista da minha pequena.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Mãe Maratonista

"Ser mãe é padecer no paraíso". Eu acho que essa frase é a mais dita quando o assunto é maternidade, mas, eu acredito que completar a frase "ser mãe é..." pode mudar de acordo com a fase da criança.
Atualmente, eu terminaria dizendo "ser mãe é viver correndo". Isso mesmo! Correr literalmente. A gente corre pra tudo. A Laura está na fase do não, então, qualquer coisa que eu vá fazer ela nega e logo após foge de mim.
Na hora de trocar a fralda é uma correria, e piora quando ela consegue sair correndo no meio da troca e fica zanzando peladinha pela casa. Quando eu começo a encher a banheira e falo a palavra banho começa a corrida. Não se engane, após o banho é outra maratona, agora para colocar a roupa na criança. Mal saio do chuveiro e já estou suada.
Isso se repete na hora de comer, escovar os dentes, pentear os cabelos, colocar os sapatos e qualquer outra ordem minha é motivo para a Laurinha sair correndo, e lá vai a mamãe atrás da pequena. Isso é até legal e engraçadinho de vez em quando, mas tem aquele dia que você está cansada, com pressa, sem paciência e tem que ficar "caçando" a criança pela casa.
Pensei que só fosse correr assim pelos jardins e parquinhos da vida, mas percebi que a maratona continua em casa.